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Bato sobre a mesma tecla? O poeta só conhece as teclas da poesia.
Acontece que o texto anterior suscitou (boas) reflexões, e me lembrei de vários outros que tratam do mesmo assunto. Este foi escrito em 15 de janeiro deste ano. Diz quase a mesma coisa que o outro.
Diz o que o título diz: que a poesia é magia. Costumo advogar uma poesia mais racional; cansado de ver poemas lançados fora de um jato com a confiança incondicional na inspiração, quero uma poesia que tenha lógica, trabalhada, construída pedra a pedra, com boa argamassa jungindo essas pedras, ou então as pedras tão bem cortadas, tão bem escolhidas, que se encaixem com perfeição sem precisar de nenhuma liga artificial. Contra as palavras soltas na página. O poema tem que parecer natural, simples, racional, embora tenha a sua mágica que escapa a qualquer racionalidade.
João Cabral diz que não: tem que ser racional, e ponto.
Esta crônica brinca com o caráter mágico da racionalidade.
Pensando na mágica, sorriam.
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