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Eu vi a mosca. Uma mosca gigante alcoviteira.
Entre o papel Higiênico e o vaso sanitário.
Eu vi a mosca buliçosa e atrevida.
Com cara de quem sabe tudo.
Lá estava ela. Zum, zum, zum...
Se refestelando toda. Gozo de mosca infectada!
Vassoura desgastada pelo o cotidiano.
Um par de Chinelos carcomido pelo o tempo.
De quem será? Cheiro de água sanitária.
Mãos amarfanhadas, sofridas e calosas. Por favor.
Não deixe a imundície tomar conta de tudo.
Já que os senhores do Mundo, letrados e insanos.
Só fazem olhar para seus próprios umbigos.
Eu vi a mosca infectando o ar puro.
Vi um batalhão de moscas contaminando,
O Planeta escarnecido pelo o homem.
Jbconrado*
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